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24/05/2012

Nova estrutura de Integração Cooperativista em SC

Nova estrutura de Integração Cooperativista em SC

Nos últimos dias surgiu em Santa Catarina uma nova iniciativa de integração cooperativista. A constituição da Brazil Rice. Trata-se de uma cooperativa de segundo grau formada pela Cooperja de Jacinto Machado, a Cooperjuriti de Massaranduba, a Cravil de Rio do Sul, a Coopagro de Tubarão e a Coopersulca de Turvo. Essas cooperativas da área de arroz pretendem centralizar operações de interesse comum, visando buscar economia de escala e consequentemente melhores resultados aos seus associados.

Não resta dúvida que se trata de uma inciativa feliz, que busca defender os princípios da cooperação e a prática das reais necessidades que é de unir, integrar. O próprio presidente da Ocesc, Marcos Zordan afirmou que há mais de dez anos que o sistema tentava unir essas cooperativas para mostrar a força e a importância que têm especialmente na produção orizícola em nosso Estado. Dados da Ocesc dão conta que juntas essas cinco cooperativas detém 35 por cento da produção de arroz em nosso estado, ou seja, mais de 450 mil toneladas por ano. São inquestionáveis os resultados desse tipo de integração. Os exemplos estão aí por esse Brasil a fora, com destaque em SC, como é o caso da Aurora, da Fecoagro, da Fecoerusc, sem falar do sistema de Crédito que reúne às cooperativas em centrais para uniformizar procedimentos e reduzir custos.

Entretanto, é indispensável para assegurar o sucesso que se comece bem. As cooperativas de arroz e do litoral, diferentemente daquelas da região do planalto e do oeste, têm tido pouca afinidade com integração. Aquelas de arroz devido à peculiaridade de terem marcas diferentes de produtos em nível de consumidor, com acesso a mercados particularizados, e que até bem pouco tempo atuavam com quase um único produto, portanto, agiam individualmente. Apesar de poder participar de centrais e federações para outras atividades que atuam como a distribuição de defensivos agrícolas e fertilizantes, é pequena a participação delas nessas atividades, com algumas exceções, evidentemente.

Como agora se conscientizaram que é importante se integrar para terem mais força, precisam se preocupar em começar bem. Isso significa ter visão estratégica. Essa responsabilidade é dos dirigentes eleitos. Não se pode deixar exclusivamente para executivos setoriais, pois esses geralmente só analisam o momento e sua atividade, o seu negócio, sem olhar o conjunto. Apesar de esses procedimentos serem importantes à Cooperativa, precisa olhar e pensar mais à frente, caso contrário o projeto está fadado a fracassar.

Como as cooperativas participantes da Brazil Rice atualmente são dirigidas por pessoas com espírito de união e integração não apenas delas para traz – com seus associados – mas delas pra frente, com outras parcerias, espera-se que o projeto seja vitorioso e brevemente os resultados deverão ser sentidos pelos próprios agricultores. Aos associados cabe a missão de monitorar para que não haja mudança de rumo, provocado por opiniões isoladas e desinteressadas pela integração. Pense nisso.

texto por: Ivan Ramos - Diretor Executivo da Fecoagro.


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